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Domingo, 24 de Junho de 2007

Maria Madalena

  MARIA MADALENA

 

 

Quem por amor se perdeu

Não chore, nao tenha pena,

Que uma das santas do céu

Foi Maria Madalena.

 

Desse amor que nos encanta

Até Cristo padeceu

Para poder tornar santa

Quem por amor se perdeu.

 

Jesus só nos quis mostrar

Que o amor nao se condena,

Por isso quem sabe amar

Não chore, nao tenha pena.

 

A Virgem Nossa Senhora

Quando o amor conheceu,

Fez da maior pecadora

Uma das santas do céu.

 

E de tanta que pecou,

Da maior à mais pequena,

Aquela que mais amou

Foi Maria Madalena.


 

 

Autores: Grabriel de Oliveira/Fado Das Horas
 

 

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publicado por meninolopes às 19:09
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Júlia florista

  JÚLIA FLORISTA

 

 

A Julia florista,

Bohemia e fadista,

Diz a tradição,

Foi nesta Lisboa

Figura de proa

Da nossa canção.

Figura bizarra

Que ao som da guitarra

O fado viveu;

Vendia flores

Mas os seus amores

Jamais os vendeu.

 

Ó Julia florista

Tua linda história

O tempo marcou

Na nossa memória.

Ó Julia Florista

Tua voz ecoa

Nas noites bairristas,

Bohemias, fadistas

Da nossa Lisboa.

 

Chinela no pé

Um ar de ralé

No jeito de andar.

Se a Julia pasava

Lisboa parava

Para a ouvir cantar.

No ar um pregao,

Na boca a cançao

Falando de amores,

Encostado ao peito

A graça e o jeito

Do cesto das flores.


 

 

Autores: Leonel Vilar/Joaquim Tavares Pimentel

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publicado por meninolopes às 18:50
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Foi na travessa da Palha

FOI NA TRAVESSA DA PALHA

 

 

Foi na Travessa da Palha

Que o meu amante, um canalha,

Fez sangrar meu coraçao:

Trazendo ao lado outra amante

Vinha a gingar petulante

Em ar de provocaçao.

 

Na taberna de friagem

Entre muita fadistagem

Enfrentei os seus rancores,

Porque a mulher que trazia

Com certeza nao valia

Nem sombra do meu amor.

 

A ver quem tinha mais brio

Cantamos ao desafio

Eu e essa qualquer.

Deixei-a perder de vista

Mostrando ser mais fadista

Provando ser mais mulher.

 

Foi uma cena vivida

De muitas da minha vida

Que nao se esquecem depois,

Só sei que de madrugada

Após a cena acabada

Voltamos para casa os dois.


 

 

Autores: Gabriel de Oliveira/ Frederico de Brito

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publicado por meninolopes às 18:39
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Avé Maria Fadista

Avé Maria sagrada
Cheia de graça divina
Oração tão pequenina
De uma beleza elevada.

 

Nosso Senhor é convosco,
Bendita sois vós, Maria.
Nasceu vosso Filho, um dia,
Num palheiro humilde e tosco.

 

Entre as mulheres bendita,
Bendito é o fruto, a luz,
Do vosso ventre, Jesus,
Louvor e graça infinita.

 

Santa Maria das dores,
Mãe de Deus, se for pecado,
Tocar e cantar o fado,
Rogai por nós pecadores.

 

Nenhum fadista tem sorte,
Rogai por nós Virgem Mãe.
Agora, sempre e também
Na hora da nossa morte.

 

Letra: Gabriel de Oliveira -Música: Francisco Viana

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publicado por meninolopes às 18:22
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A morte da Mouraria

    A MORTE DA MOURARIA 

          
Contaram-me ainda há pouco,

Que á noite pela Mouraria,

Andava um fadista louco,

Sem saber o que dizia.

 

Falava da Amendoeira,

Da Guia, do Capelão,

Da Rosária camiseira,

E da tasca do Gingão.

 

Metido numa samarra,

Melenas em desalinho,

Dedilhava uma guitarra,

Cantando o fado baixinho.

 

Então chamou pela  Severa,

E quando a manhã surgiu,

Quando alguem quiz ver quem era,

Nunca mais ninguém o viu.

 

Então fiquei meditando,

Que o louco que ninguém via,

Era a saudade a chorar,

A morte da Mouraria.

 


         
Autores: D.R./Fado Vianinha

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publicado por meninolopes às 18:15
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A moda das tranças pretas

 A MODA DAS TRANÇAS PRETAS      

           
                            Como era linda com seu ar namoradeiro,

            ‘té lhe chamavam “menina das tranças pretas”,

            pelo Chiado passeava o dia inteiro,

            apregoando raminhos de violetas.

 

            E as raparigas de alta roda que passavam

            Ficavam tristes a pensar no seu cabelo,

            Quando ela olhava com vergonha disfarçavam

            E pouco a pouco todas deixaram crescê-lo.

 

            Passaram dias e as meninas do Chiado

            Usavam tranças enfeitadas com violetas,

            Todas gostavam do seu novo penteado,

            E assim nasceu a moda das tranças pretas.

 

            Da violeteira já ninguém hoje tem esperanças,

            Deixou saudades, foi-se embora e à tardinha

            Está o Chiado carregado de mil tranças,

                       Mas tranças pretas ninguém tem como ela as tinha.

 


         
Autores: Vicente da Câmara/ Fado Ginguinhas

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publicado por meninolopes às 18:10
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A casa da Mariquinhas

A Casa da Mariquinhas

É numa rua bizarra
A casa da Mariquinhas
Tem na sala uma guitarra
E janelas com tabuinhas

Vive com muitas amigas
Aquela de quem vos falo
E não há maior regalo
Que a vida de raparigas
É doida pelas cantigas
Como no campo a cigarra
Se canta o fado à guitarra
De comovida até chora
A casa alegre onde mora
É numa rua bizarra

Para se tornar notada
Usa coisas esquesitas
Muitas rendas, muitas fitas
Lenços de cor variada.
Pretendida, desejada
Altiva como as rainhas
Ri das muitas, coitadinhas
Que a censuram rudemente
Por verem cheia de gente
A casa da Mariquinhas

É de aparência singela
Mas muito mal mobilada
E no fundo não vale nada
O tudo da casa dela
No vão de cada janela
Sobre coluna, uma jarra
Colchas de chita com barra
Quadros de gosto magano
Em vez de ter um piano
Tem na sala uma guitarra

P'ra guardar o parco espólio
Um cofre forte comprou
E como o gaz acabou
Ilumina-se a petróleo.
Limpa as mobílias com óleo
De amêndoa doce e mesquinhas
Passam defronte as vizinhas
P'ra ver o que lá se passa
Mas ela tem por pirraça
Janelas com tabuinhas

Letra: Silva Tavares
Música: Alfredo Duarte (Marceneiro)

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publicado por meninolopes às 18:08
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Eu queria cantar-te um fado

  EU QUERIA CANTAR-TE UM FADO

 

 

           
                                                                    Eu queria cantar-te um fado

            Que toda a gente ao ouvi-lo

            Visse que o fado era teu.

Fado estranho e magoado,

            Mas que pudesses senti-lo

            Tão na alma como eu.

 

            E seria tão diferente

            Que ao ouvi-lo toda a gente

            Dissesse quem o cantava.

Quem o escreveu não importa

            Que eu andei de porta em porta

            Para ver se te encontrava.

 

            Eu hei-de pôr nalguns versos

            O fado que é dos teus olhos

            O fado da tua voz.

Nossos fados são diversos

            Tu tens um fado eu tenho outro

            Triste fado temos nós.


         
Autores: A. De Sousa Freitas/ F.Godinho (Fado Franklin de Sextilhas)

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publicado por meninolopes às 18:05
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Fado Malhoa

      FADO MALHOA     

           
                                                               Alguém que Deus já lá tem

Pintor consagrado,

Que foi bem grande e nos fez

Já ser do passado,

Pintou numa tela,

Com arte e com vida,

A trova mais bela

Da terra mais querida.

 

Subiu a um quarto que viu

A luz do petróleo

E fez o mais português

Dos quadros a óleo:

Um Zé de samarra

Com a amante a seu lado,

Com os dedos agarra,

Percorre a guitarra

E ali vê-se o fado.

 

Faz rir a ideia de ouvir

Com os olhos, senhores,

Fará, mas não para quem

Já ouviu mas em cores.

Há vozes de Alfama

Naquela pintura

E a banza derrama

Canções de amargura.

 

Dali vos digo que ouvi

A voz que se esmera,

Dançando o faia banal,

Cantando a Severa.

Aquilo é bairrista,

Aquilo é Lisboa,

Aquilo é fadista,

Aquilo é de artista

E aquilo é Malhoa.

 


         
Autores: José Galhardo/ Frederico Valerio

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publicado por meninolopes às 18:02
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O Embuçado

O FADO DO EMBUÇADO

 

Noutro tempo a Fidalguia

Que deu brado nas toiradas

Andava p’la Mouraria

Enquanto Palácio havia

 

De cantos e guitarradas.

 

A história que eu vou contar

Contou-me certa velhinha

Certa vez que eu fui cantar

Ao salao de um Titular

Lá para o Paço da Rainha.

 

E nesse salao doirado

De ambiente nobre e sério,

Para ouvir cantar o fado

Ia sempre o embuçado,

Personagem de misterio.

 

Mas certa noite ouve alguém

Que lhe disse, erguendo a fala:

-Embuçado, nota bem:

que hoje nao fique ninguém

embuçado nesta sala!

 

Perante a admiraçao geral

Descobriu-se o embuçado,

Era El-Rei de Portugal

Houve beija-mao real

E depois cantou-se o fado


Autores: Gabriel d’Oliveira/ Alcidia Rodrigues

 

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publicado por meninolopes às 18:00
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Domingo, 20 de Maio de 2007

Igreja de Santo Estevão

  IGREJA DE SANTO ESTÊVÃO        

          
Na Igreja de Santo Estêvão,

Junto ao cruzeiro do adro

Houve em tempos guitarradas.

Não há pincéis que descrevam

Daquele soberbo quadro

Dessas noites bem passadas.

 

Mal que batiam Trindades

Reunia a fadistagem

No adro da Santa Igreja.

Fadistas, quantas saudades

Da velha camaradagem

Que já não há quem a veja.

 

Santo Estêvão, padroeiro

Desse recanto de Alfama

Faz um milagre sagrado:

Que voltem ao teu cruzeiro

Esses fadistas de fama

Que sabem cantar o fado.

 


         
Autores: Gabriel de Oliveira/Joaquim Campos (Fado Vitória

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publicado por meninolopes às 13:40
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